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Santa Rita, Paraíba, Brazil
Atuo como Auditor, Consultor e Períto Contábil, mais especificamente na area de cooperativas médicas/odontológicas e no Terceiro Setor

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Santa Rita tem crescimento inversamente proporcional ao Chinês

Outro dia um tio meu chegou do Rio de Janeiro, onde residiu por quase 30 anos, quando o mesmo saiu daqui pra ir arriscar a vida no sudeste eu ainda era menino, mas tenho recordações da época em que ele me levava pra passear por Santa Rita junto com meu irmão.

A primeira coisa que meu tio notou ao parar na rua Juarez Távora, a principal do centro de Santa Rita, foi: “tu sabes o que mudou em 30 anos nesta cidade?”, fiquei por um tempo a olhar para a rua, tal como ele estava fazendo e o respondi que não sabia, e ele me respondeu: “apenas o asfalto e algumas casas cresceram um andar”.

Isso até hoje me incomoda, e vou ter que incomodar vocês que agora estão a ler essas mal escritas linhas, acompanhando o cenário mundial com o crescimento do dragão chinês que de 1980 a 2004 registrou uma média de crescimento real de 9,5% em seu o produto interno bruto (PIB), tornando-a a sexta maior economia mundial, enquanto que nossa amada Santa Rita, deixou de ser a terceira economia da Paraíba para se tornar a quinta e talvez já seja a sexta economia ao termino desta minha escrita.

A integração da China à economia mundial é refletida principalmente no rápido crescimento de seu papel no comércio internacional, cuja participação total no comércio mundial passou de 1% em 1980 para quase 6% em 2003. Em 2004, a China tornou-se a terceira maior nação a negociar em dólares, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha e logo à frente do Japão.

Já nossa cidade de Santa Rita ainda sonha com seu primeiro elevador, em pleno século XXI, tive de agüentar meu tio me lembrar que a 30 (trinta) anos atrás a cidade de Santa Rita tinha 4 (quatro) cinemas e hoje não temos nenhum, lembro que quando criança morando na praça Monsenhor Rafael de Barros, via o pessoal que morava no alto das populares, passar em êxtase contando em voz alta as cenas dos filmes e quando o mesmo era de “karatê” eles voltavam pras suas casas encenando todas as lutas com seus “IAIS” que todos filmes chineses e japoneses contém.

Fui lembrado pelo meu tio também que nossa cidade tinha 2 (dois) grandes clubes sociais, o Tênis Clube e o Santa Cruz, e hoje? O Tênis virou um shopping da moda mal sucedido e um terminal de ônibus que nunca se concretizou e o Santa Cruz esta ainda a mercê dos desmandos autoritários de João Bocão, que não me escute meu amigo “mimi”, que tenta heroicamente mudar essa realidade

Por sua vez, O crescimento econômico retirou um grande número de chineses do estado de pobreza, mas ainda há muitos pobres naquele país. Em 2004 o PIB per capita da China era de US$ 1.100,00, o que fez com que o país constasse da lista de “países com renda média baixa”, empatado com o Paraguai e abaixo de países como Albânia (US$ 1.740,00) e Guatemala (US$ 1.910,00). A China ainda continua mais pobre do que muitos de seus vizinhos, incluindo a Coréia do Sul (US$ 12.020,00) e Singapura (US$ 21.230,00).

Já nós Santa Ritenses a 30 (trinta) anos atrás tínhamos 3 (três) belos e novos hospitais: Hospital Ceslau Gadelha, Hospital infantil e o Hospital Flávio Ribeiro, e ainda tínhamos o SANDU com alguns postos de saúde no Alto das populares e outro perto do grupo escolar João Úrsulo, hoje em dia só sobrou o Hospital Flávio Ribeiro que infelizmente para os pobres é apenas um local onde se espera pra morrer, pois o atendimento pelo SUS é quase nenhum, que o diga minha finada cunhada que por não ter sido atendida de forma mais humana, morreu a míngua naquele local. A salvação da saúde de Santa Rita hoje é a UPA La em Tibirí II, deveria ser também os PSF´s mas não é bem isso que acontece, os diversos relatos que escuta-se é que não se tem médicos, nem enfermeiros e nem tão pouco remédios nestes postos.

Desta forma é que chego a conclusão que nossa cidade cresce de uma forma inversamente proporcional a crescimento chinês, por falta de políticas publicas de impacto e de uma gestão administrativa voltada para a melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos, que até hoje ainda são tratados como a mais de 30 anos atrás, como reles moradores do quintal da usina, que só tinham valor na safra de cana-de-açucar, pois eram estes que cortavam a matéria para fazer o melado e mais recentemente o álcool.

As usinas faliram, mas as práticas usineiras ainda permanecem muito viva em nossa cidade, na época eleitoral onde a população pobre e humilde é convencida a votar no candidato rico, porque já que o mesmo é rico, não precisa roubar dinheiro da prefeitura ou da câmara.

Não sei pra que fui dar ouvidos ao meu tio, melhor seria que ele tivesse continuado a morar no Rio de Janeiro, talvez eu não tivesse que amargar essa realidade que me foi esclarecida e que agora só por ser amigo de você leitor(a), compartilho contigo.

Marcos Ferraz

A MÍDIA SANTA RITENSE E SUA RENDENÇÃO NA INTERNET

Desde criança aprendemos que o Homem é produto do meio em que vive, ou seja, do que escuta e do que vê, prioritariamente na mídia.

Acompanhamos parte dessa trajetória midiática em nossa cidade de Santa Rita, que antigamente era feita exclusivamente na farmácia de seu Odon, que ficava situado na Rua São João, como Santa Rita restringia sua população ao centro da cidade e ao Alto das populares, e como não existiam jornais ou rádios, era na Farmácia de Seu Odon que todos sabiam das novidades políticas, traições conjugais e adesões homossexuais, coisa rara naquela época.

A cidade cresceu, mas ainda sem mídia, com uma radio comunitária surgindo aqui, outra acolá e gritando comerciais nos postes do centro, com isso, todo o “leva e traz” da cidade mudou de local, e naquele mais recente instante, as notícias eram sabidas e contadas na sede do Guarany, para onde se dirigia os homens ocupados nos fins de semana e em todo o percurso da mesma, pelos amantes do baralho e sinuca e demais desocupados da cidade, que eram os entendidos da vida alheia.

A cidade cresceu, um andar para cima, e só! E chegaram as rádios e os seus locutores, que eram assim chamados outrora, a comunicação cresceu em seu tamanho atingindo mais ouvintes em localidades mais distantes, mesmo com esse crescimento das ondas sonoras a cidade não teve muito do que se orgulhar de seus radialistas, exceto raras exceções, como o do sempre lembrado Seu Tatá e mais recentemente do filho de meu amigo Oscimar e Simone, o radialista Osmar Queiroz, mais conhecido como “Garotinho” que tem uma linha correta e coerente em relação à política social e a informação radiofônica em geral.

Eis que para a nossa redenção surge a internet em nossos computadores e celulares, agora cada cidadão Santa Ritense volta aos anos 60 e fazem da internet, em seus ORKUT, MSN, TWITTER e FACEBOOK, o que naquele tempo os nossos ancestrais faziam na farmácia de seu Odon, os posseiros das mídias sonoras de Santa Rita, não usam essa ferramenta essencial, para a formação do caráter da população, e sim como trampolim financeiro para adquirir bens numerários e materiais, para que em contrapartida, não falem mal de AMARELOS, VERMELOS OU VERDES, enquanto a população tem de aceitar falsos moralistas adentrando o espaço sonoro de suas casas, não utilizando o tom coloquial correto, omitindo “S” e “R” trazendo a incultura fonética, quando todos sabem o que eles fizeram recentemente no verão passado.

Resta aos cidadãos Santa Ritenses esperar que essa nova geração que se aproxima, mesmo que inconscientemente da comunicação, conquistem seu espaço na mídia e utilizem esta ferramenta da forma mas correta e principalmente que estudem como fazer isso em universidades e faculdades, precisamos de agentes comunicadores que ajudem o desenvolvimento da nossa cidade e não que se beneficiem dela.

Boa Sorte aos futuros comunicadores, que eles tragam a redenção a este meio de relação humana.

Marcos Ferraz